terça-feira, 3 de novembro de 2015

Futebol é catimba

Nó clássico, deixa zagueiro no chão
Grito ácido, faz atacante tremer na seleção.
O jogo é jogado, o lambari é pescado
É Velho o ditado e o jogo também
Se a bola não entra, o juiz vai inventa
Vuvuzela ou corneta, tem sempre alguém.

A regra é clara, escura, multicor
O Coelho do Arnaldo tenho certeza que é incolor
Pois quando ela rola no gramado, não há coração que não palpite
A cada ato obsceno da torcida, a mãe do árbitro finge, acredite
Mesmo ela não tendo nada com isso.
Sua orelha queima a cada segundo
Pois no país da educação
A pelota é que tem mais conteúdo.

Argentino ou Brasileiro
Apostador ou Garganteiro
Há sempre um pé de rádio
Que no dia que era pra ficar em casa
Ele inventa de ir pro estádio
Que tédio
Neymar do cai cai esqueceu de tomar o remédio
Talvez aquele que tire a alegria das suas pernas
Mas Pelé calado, é o rei das quatro linhas da caverna.
Não podemos esquecer Garrincha
O homem das pernas tortas,
Que com dribles desconcertantes, cachaças e amaciantes
Nunca deixou de ser patriota
Ainda tem Didi, Mussum e Zacarias
Que com o poder do sorriso
Gritava gols de nostalgia.

- Futebol é catimba moço,
Nunca esqueça disso
Se o jogo é pra pirão
Bola no mato é fazer difícil.
                                               


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