Um corpo em repouso na cama
Uma mente a procura da calma
Sob o sopro de um vento forte,
Que sacode pensamentos e balança a alma.
Como roupas no varal que esqueceram de guardar
Estendidas na manhã de um dia ensolarado,
Que após recolhidas deixam de ser
Retalhos de pano que haviam secado.
Entre a folha que cai e a porta que bate
Existe uma misteriosa força impalpável
A mesma força que traz do mar,
A leve brisa que tudo torna agradável.
Cabelos soltos sem pudor,
Velejo com o horizonte na direção do norte
Como uma pipa solta perdida no céu
Que despenca trazendo moinhos de sorte.
A vida é assim,
Aventureira como uma gaivota a procura de novos ares
Passageira como a faixa branca deixada por um avião a jato
É o monte com a paisagem mais bela
Onde diariamente todos nós ensaiamos saltos.

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