domingo, 14 de agosto de 2016

Pálido Luar

Tiro um cigarro do maço
Me refaço, como o tempo e o espaço
Sopro com força a fumaça,
Espero que saia do peito o cansaço

Corações vazios entre as esquinas
Alguns goles no café requentado
Um céu nublado por detrás da cortina
Enquanto todos dormem eis que estou acordado

Vejo o orvalho a molhar as flores
Lembrando o teu corpo suado
Espero que logo passem as horas
Vendo um velho relógio parado

Ansioso fico se não tenho o teu colo
Aflito a tudo que me lembra você
Até mesmo sendo adubado o solo
Levaria um bom tempo a te ver florescer

Sigo colecionando sonhos, 
Das noites em que você me visita
Ao acordar me deparo com a realidade
E a distância entre nós é o que mais irrita

Vou pra janela como quem espera sua chegada
Achando que por acaso pudesse te enxergar
Com olhos vidrados sob as calçadas
Testemunho apenas um pálido luar

Porém, entre a luz da lua e a do poste
O brilho dos seus olhos têm sido mais forte
Só que recentemente não venho dando sorte
E contempla-los virou um desconhecido esporte.


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